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Porque é que os dados são o novo petróleo?

quinta, 14 novembro 2013 12:37   John Sands, product sales enablement manager da QlikTech

John Sands, product sales enablement manager da QlikTech"Cada vez mais, os dados são descritos como o "novo petróleo" do século XXI. Poucos contestariam a observação de que os dados são um ativo valioso. No entanto, em estado bruto, os dados não podem ser realmente utilizados", afirma o product sales enablement manager da QlikTech, John Sands, em artigo de opinião para o Fibra.

"Em Portugal e por todo o mundo, onde existem indústrias de serviços tais como banca e finanças, retalho, fabrico e outras numa fase já madura de desenvolvimento, os dados assumiram um papel importante na tomada de decisões a um ritmo elevado que, cada vez mais, determina o sucesso ou fracasso. A premissa é simples: os dados são um fator diferenciador que pode significar uma vantagem competitiva.

Todos os dias, os executivos Portugueses numa ampla gama de indústrias gastam tempo a explorar e interpretar dados empresariais recolhidos a partir de fontes muito diversas: relatórios de vendas, bases de dados de clientes, relatórios da indústria, previsões de mercado, ou até mesmo espaços como as atualizações de estado do Facebook e tweets.

Muitas empresas em Portugal, preocupadas com o futuro, já começaram a tirar proveito de uma tecnologia chamada business intelligence (BI), que pode ser entendida como uma tecnologia de análise de negócios capaz de transformar dados brutos em conhecimentos empresariais significativos.

A tecnologia baseia-se na ideia de que a informação pode mudar o mundo. Ao se abstraírem da forma como exploramos os dados, as soluções de BI tornam mais fácil identificar padrões, tirar ideias e desenvolver conclusões significativas. Em termos simples, o BI promete ajudar as empresas a tomar decisões mais informadas.

O BI pode lidar com grandes volumes de informação para ajudar a identificar e desenvolver novas oportunidades. Com a nova tecnologia, os dados de negócios podem ser analisados e apresentados em relatórios úteis e folhas de cálculo, com base em percursos predefinidos.

No entanto, os utilizadores empresariais exigentes e impacientes sentem-se muitas vezes frustrados pela experiência geralmente desastrada e demorada que a informática no local de trabalho proporciona. Entendem que as anteriores gerações de BI falharam no fornecimento das soluções práticas e flexíveis de que necessitam e que vão de encontro às expetativas criadas por causa do uso diário do Google ou outros motores de pesquisa.

Várias questões são comuns entre os utilizadores de sistemas de BI mais primitivos em Portugal: "Porque não consigo pesquisar os meus documentos corporativos com a mesma facilidade com que uso o Google para fazer uma pesquisa na Web? Porque não consigo consultar as minhas informações sobre negócios com a mesma naturalidade com que navego na Wikipedia? Porque é que encontrar um novo relatório é tão complicado em comparação com a pesquisa de novas aplicações na App Store?"

Na realidade, o que eles estão a perguntar é: "Porque temos melhor tecnologia de informação em casa do que no escritório? Será que a analítica avançada de negócios utilizada no escritório não deve ser mais flexível e prática para o utilizador do que a tecnologia de consumo que utilizamos em casa?"

O BI tradicional, simplesmente, não está a ir de encontro às necessidades das empresas de hoje em dia. No ambiente competitivo de rápida evolução em que as empresas trabalham, os sistemas de BI primitivos já não cumprem as exigências da utilização moderna, em que as decisões importantes são sensíveis à passagem do tempo. Os utilizadores querem flexibilidade e rapidez no BI, e não um intervalo de tempo cada vez que uma nova informação é necessária para as empresas tomarem decisões importantes.

Dado que passou a estar disponível uma nova espécie de analítica, mais acessível e fácil de utilizar, que resultou na oferta de uma alternativa ao tradicional software de Business Intelligence, os utilizadores estão a descobrir que, agora, qualquer membro da organização pode dar o seu contributo. Os utilizadores já não precisam de depender de um departamento de TI e de um processo moroso para obter respostas às questões urgentes relacionadas com negócios, muitas vezes aguardando dias por uma reviravolta. A nova abordagem de Business Discovery orientada para o utilizador está a permitir que todos na empresa criem valor e descubram novos modelos de negócio. Organizações inovadoras de Portugal, viram os resultados e entendem que alavancar os seus próprios dados passou a ser fundamental para o seu sucesso.

Recentemente, a Forbes Magazine destacou o facto de que retalhistas em todo o mundo estão a tentar explorar os seus recursos de dados para aumentar os lucros. Por exemplo, a Zara, retalhista de moda rápida, tem sido apontada pela imprensa como uma empresa que se encontra numa curva de aprendizagem rápida no que diz respeito a tirar o máximo partido possível de recursos de dados recém-descobertos. Distribui novos produtos duas vezes por semana para mais de 1.700 lojas em todo o mundo. Isto é acrescido de mais de 10.000 novos modelos a cada ano! Como é que a Zara supera os seus conhecidos concorrentes para se tornar o maior retalhista de moda rápida do mundo? Foi necessário um pensamento inovador que olhou para além dos dados comportamentais das vendas a clientes, e, é claro, uma análise rigorosa.

A próxima geração de BI a enfatizar a analítica orientada pelo utilizador, ou "business discovery", também permite que as empresas espalhem conhecimentos até aos confins da sua organização, permitindo que todos os funcionários façam o seu trabalho de modo mais inteligente e mais rápido do que nunca. Fazer descobertas por olhar para aglomerados de dados de negócios deixou de ser um privilégio dos "cientistas de dados", uma vez que, hoje em dia, qualquer colaborador em Portugal, em princípio, tem acesso a ferramentas de Business Discovery e é capaz de utilizá-las, de forma a alavancar os dados da sua própria empresa, bem como o Big Data globalmente disponível. As empresas que não conseguem capacitar os colaboradores com ferramentas de análise de negócios – para ajudá-los a interagir com os dados e a fazer o seu trabalho de maneira mais inteligente e rápida – correm o risco de perder descobertas que podem mudar o rumo de uma empresa para que esta se torne mais eficiente, produtiva e rentável".

John Sands
Product Sales Enablement Manager da QlikTech

 

Fonte: Fibra

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