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O vídeo ao serviço da comunidade

quinta, 26 julho 2012 09:49   Viatecla

ViateclaAs experiências TV e vídeo em particular, consideradas hoje banais e um dado adquirido, necessitam de ser reconsideradas, pois constituem um veículo de influência sobre o espetador, através de publicidade direta ou indireta. Porquê investir num formato considerado “estagnado” no tempo tecnológico? A resposta é imediata: porque vende. Vende pelo seu dinamismo, simplicidade, objetividade e potencial ligação emocional.


Se num passado, cada vez mais recôndito na memória, a produção de conteúdo estava ao alcance apenas de alguns grupos influenciadores, observa-se atualmente uma democratização exponencial da produção de conteúdo pelas massas – o cidadão comum – através de uma panóplia de dispositivos, em que por menos de 100€ permite-se a captação e gravação de vídeo em alta definição. Tornamo-nos todos realizadores e simultaneamente críticos mais ferozes. As massas estão a gerar conteúdo para as próprias massas, e o vídeo é o seu formato preferido. Esta é uma mudança de paradigma, que veio para ficar.

De acordo com a eMarketeer o consumo de vídeos duplicará entre 2011 e 2013, enquanto em 2015 e de acordo com a CISCO estima-se que a maioria do tráfego será em formato vídeo. Tal acarreta potenciais riscos no modo como uma marca pode ser comunicada e percecionada, mas são muitas mais as oportunidades de negócio que se abrem, sobretudo derivadas do envolvimento do consumidor.
No entanto, e para além do mercado mais corporativo/empresarial “das marcas de consumo” que tem focado sobretudo o esforço e aposta comercial no desenvolvimento de soluções de divulgação e publicitação de marca e produto, assim como mercados muito específicos da comercialização dos próprios conteúdos vídeos de forma “mais tradicional” pelos operadores ou cada vez mais em lógicas over-the-top, existem poucos outros domínios/mercados explorados. Dois destes mercados “emergentes” são o da Educação (numa lógica de e-learning) e da Comunicação/Envolvimento do Cidadão (numa lógica da administração pública central ou global).

No âmbito educativo, a possibilidade de aprendizagem à distância como apoio a uma formação presencial ou de forma completamente autónoma, é cada vez mais uma realidade. Verifica-se nesta área uma evolução progressiva em que o vídeo deixa de ser simplesmente um conteúdo visualizado, presente num repositório de conhecimento, passando a constituir um veículo ao qual podem estar associados outros elementos multimédia ou de natureza mais estática (e.g. textos, links, imagens), que podem providenciar informação contextual ou complementar ao tema apresentado no conteúdo vídeo principal. O conhecimento presente neste formato deixa de estar fechado sobre si, mas correlaciona-se com outros de forma suplementar, potenciando uma rede de conhecimento.

Na vertente de cidadania, as principais preocupações passam por dois eixos: informar e envolver o cidadão. Exemplos do primeiro ponto passam pela transmissão em tempo real das assembleias gerais ou fóruns de cidadãos já realizadas por algumas autarquias (como é o caso do Distrito de Évora). Por outro lado, iniciativas de participação do cidadão sob a forma de feedback em formato vídeo têm sido exploradas em projetos piloto na área de Lisboa e Évora, para o reporte de questões a serem corrigidas ao nível da segurança rodoviária ou dos serviços camarários.

Independente do domínio/mercado de aplicação, o ritmo acelerado e contínuo de produção de conteúdos vídeo, já atingiu o bottleneck "típico” da Internet, do excesso de informação. Mecanismos de indexação e correlação (automática e semiautomática) são cada vez mais relevantes e necessários, assim como interfaces de interação que possibilitem aceder ao conteúdo pretendido, tornando transparente a sua complexidade e quantidade.


Numa vertente mais tecnológica a existência de conetividade cada vez mais em contínuo e a gama diversa de dispositivos connected utilizados diariamente leva a desafios tecnológicos de disponibilidade e acessibilidade em multiplataforma e multicanal, com questões específicas ao nível do dispositivo, pelo seu tamanho (e.g. LCD versus smartphone), linguagem de apresentação e de interação (e.g. controlo com comando versus tátil versus teclado e rato). Estes desafios são claros ao utilizador, que já toma por garantida a disponibilidade em contínuo, e o modo de acesso independentemente do dispositivo (estando no limite disposto a sacrificar algumas funcionalidades auxiliares/complementares em dispositivos mais limitados).


Ciente destes desafios, a Viatecla (www.viatecla.com) realizou no passado dia 19 de julho, na Universidade de Évora um primeiro workshop sobre o seu projeto em curso TV.COMmunity, coparticipado pelo QREN, que explora as necessidades atuais ao nível das plataformas de TI aplicadas ao meio académico, administração pública e empresarial, na área da comunicação sob vídeo.


Fonte: Fibra

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