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Os trunfos da videochamada

segunda, 07 maio 2012 11:00   João Gonzalez, country manager da Avaya Portugal

Avaya_JoaoGonzalezNo universo das comunicações, há muito que se fala do vídeo como a nova voz. Não há dúvida de que este é um mercado com elevado crescimento, mas será que a simplicidade de outros modos de comunicação, como a voz e as mensagens instantâneas, o impedem de concretizar todo o seu verdadeiro potencial?

Se o vídeo quiser alguma vez aceder ao topo e tornar-se o método de comunicação preferido das empresas, é necessário proceder a uma análise vigorosa dos problemas que as empresas têm em implementá-lo e das oportunidades de que elas passam a dispor quando ele está correctamente instalado.

Actualmente, o vídeo ainda é visto por muitos como uma parte útil, mas não essencial, do dia-a-dia de trabalho. Contudo, quando pensamos no vídeo como uma comunicação de voz melhorada com imagens, não há motivo para que as videoconferências e a colaboração via vídeo deixem de ser algo que “é bonito ter” e passem a ser uma ferramenta habitual do negócio. Isto é especialmente verdade quando consideramos o ROI e os benefícios para o negócio passíveis de serem concretizados. Um estudo recente conduzido pelo Aberdeen Group, focado no desenvolvimento remoto e colaborativo de produtos, descobriu que o tempo necessário para trazer produtos para o mercado se reduzia em 16 por cento através da colaboração vídeo. Este é um benefício impressionante num cenário de I&D e uma indicação do tipo de vantagem competitiva e de poupança de tempo que pode ser introduzida nas práticas laborais mais comuns do dia-a-dia.

Ao longo da última década, os esforços de marketing dos fabricantes de soluções de vídeo têm-se concentrado muito na redução dos gastos em viagens e este é um benefício que ainda hoje é real. No entanto, se a teoria de William Glasser de que as pessoas se lembram de 20 por cento daquilo que ouvem, de 30 por cento daquilo que vêem e de cerca de 50 por cento daquilo que ouvem e vêem permanecer verdadeira, parece óbvio que as empresas também podem tirar partido do vídeo através do aumento do trabalho em equipa e da produtividade numa base diária.

A necessidade de uma maior simplicidade nas ferramentas de comunicações tem sido responsável pelo crescimento da lógica Bring Your Own Device (BYOD) junto das empresas. As pessoas querem a facilidade do iPad, do iPhone ou de um dispositivo Android para as ajudar a desempenhar as suas funções de forma rápida e eficiente. Elas querem simplicidade de utilização, mas sem quaisquer limites de funcionalidade.

As empresas que pretendam aproveitar as vantagens do vídeo têm de dar uma resposta a estes desejos. O vídeo tem de oferecer o mesmo tipo de funcionalidades que qualquer um tem quando faz ou recebe uma chamada de voz normal: acesso à lista de contactos global, conferências ad hoc, facilidade de transferência de chamada, e a mesma qualidade na experiência independentemente do local ou do dispositivo. Só quando esta experiência puder ser sempre um dado adquirido, é que os utilizadores finais irão ponderar a utilização do vídeo de um modo que traga verdadeiras vantagens às empresas.

Obviamente, o segredo para essa usabilidade simples passa por manter a complexidade escondida. A interoperabilidade e os padrões abertos, como o Session Initiation Protocol (SIP), são críticos para a implementação de uma estratégia vídeo robusta e à prova de futuro. À medida que a convergência entre Voice over IP (VoIP) e vídeo prossegue, o SIP irá permitir que as organizações compreendam as vantagens da integração out-of-the box e da interoperabilidade entre dispositivos e sistemas tradicionalmente diferenciados. O SIP pode ajudar a disponibilizar um nível de personalização superior às comunicações vídeo e garantir que estas são facilmente integradas com outras ferramentas de comunicação.

O valor inerente das soluções vídeo pode ser ainda mais aumentado à medida que os funcionários passem a aproveitar dispositivos com capacidades vídeo, como os tablets de uma série de marcas distintas. Graças ao SIP, eles poderão integrar e colaborar nestes novíssimos dispositivos vídeo sem terem de abandonar a configuração vídeo que a empresa já possui, seja ela presencial ou de ambiente de trabalho.

Se se pretende tornar a adopção de vídeo na empresa realmente omnipresente e se as empresas quiserem, de facto, colher as vantagens que esta lhes pode trazer, então a simplicidade, o acesso ubíquo e a fiabilidade têm de se constituir como pilares de toda e qualquer fase de implementação. Só então poderá o vídeo tornar-se a nova voz.

João Gonzalez, country manager da Avaya Portugal

 

(artigo escrito ao abrigo do antigo acordo ortográfico)

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