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Business Intelligence potenciado pelo contexto regulatório

sexta, 13 abril 2012 13:08   Rui Pedro Vaz - Maksen partner

Maksen_RuiPedroVazA constante mutação do ecossistema financeiro e a globalização / complexidade crescente dos fluxos de capital, exige dos reguladores uma maior capacidade de monitorização e intervenção contínuas, nomeadamente por via da adoção de sistemas de controlos mais flexíveis, analíticos e preditivos, assentes em princípios de avaliação económica e que sejam sensíveis aos riscos assumidos pelas instituições financeiras.

 

Com a aplicação dos diversos e cada vez mais complexos (novos) mecanismos regulatórios, as instituições financeiras necessitam de estar preparadas para responder, de forma eficiente e eficaz, às novas exigências de reporte regulatório, que visam, essencialmente, reduzir a diferença entre o justo valor das responsabilidades e os ativos das organizações.

Em particular, para poderem responder às exigências de Solvência II e Basileia III, as instituições financeiras veem-se obrigadas a monitorizar, de forma bastante exigente, os riscos de crédito, mercado e operacional, com o objetivo de poderem adotar técnicas de gestão de risco que tenham em consideração o âmbito integral da sua atividade de negócio.

Esta exigência adicional que é colocada às instituições financeiras em termos dos seus mecanismos de controlo operacional e de gestão, tem potenciado o investimento em modelos de informação que garantam os requisitos adequados, em termos de completude, integridade, coerência e performance (p.e. near real-time), nos seus processos de recolha, armazenamento, processamento, análise e reporte de informação.

Posto isto, o desafio fundamental que se coloca atualmente às instituições financeiras passa pela maior ou menor capacidade que terão para processar a totalidade da informação operacional e de gestão que geram e, principalmente, por conseguirem transformar, em tempo útil, essa informação em conhecimento.

Assim, considerando os elevados (e crescentes) volumes de dados gerados e processados pelas instituições financeiras e a necessidade de se garantir uma total consistência e fiabilidade dos mesmos e do reporte resultante, a implementação de um Data Warehouse integrado/ corporativo é essencial para se suportarem os requisitos colocados pelo negócio e pela própria regulação, mitigando desta forma os riscos naturais associados à existência de sistemas fonte heterogéneos - simplificando-se igualmente o processo de evolução contínua que estes modelos informacionais exigem.

Complementarmente, e de forma a potenciar-se a utilização desta camada informacional residente no Data Warehouse, encontram-se atualmente disponíveis diversas e distintas ferramentas de análise multidimensional, reporting, Data Mining, Planning & Budgeting, Balanced Scorecard, etc., as quais, dependendo das necessidades concretas de cada instituição financeira, permitem processar, analisar e reportar a informação/conhecimento segundo visões, granularidades e/ou agregações distintas. Importante, no entanto, é garantir-se que a fonte de informação é única e integrada.

Em conclusão, os mecanismos de regulação do setor financeiro têm constituído, por si próprios, um fator impulsionador determinante do investimento na implementação/adoção de soluções de Business Intelligence, pelo simples facto de que organizações melhor informadas sobre o seu negócio e a sua exposição às condições de mercado, estatisticamente tomam decisões mais inteligentes e fundamentadas, e nos timings mais adequados.

NOTA: Solvência II e Basileia II – Diretiva europeia de regulação de cálculo e reporting de requisitos de capital para fazer face a um conjunto de riscos operacionais e financeiros.

Rui Pedro Vaz - Maksen partner

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