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White Label: uma nova era de expansão para novos mercados e serviços

quinta, 10 novembro 2011 10:35   Francois Eloy

Francois_Eloy_1O mercado das telecomunicações e das tecnologias de informação (TI) é um dos sectores da indústria mais dinâmicos e em constante evolução. Durante a última década, a indústria tem-se transformado devido à desregulamentação rápida, à vertiginosa inovação tecnológica e às mudanças profundas como os consumidores e as empresas utilizam as telecomunicações e as TI. 



Os operadores de telecomunicações e os fornecedores de serviços que antes se limitavam basicamente a prestar serviços de voz num mercado único, vêm-se obrigados a entrar em novos mercados e a oferecer soluções que integram novas tecnologias e que criam novas fontes de receita.

Na actualidade, os clientes requerem muito mais do que serviços tradicionais, como circuitos de dados  ponto-a-ponto ou serviços de voz para soluções novas, mais abrangentes e inovadoras. Adicionalmente, os clientes empresariais operam em vários países devido à globalização das suas operações. O que implica que estes clientes procurem um único parceiro para os seus serviços de comunicação e de TI, com um suporte a clientes e experiência similar, mesmo para serviços globais que operam em distintos mercados.

Em virtude de nenhum operador ser capaz de fornecer isoladamente serviços de telecomunicações e TI em todas as regiões, o momento é propício para a construção de parcerias com outros fornecedores, que irão facilitar a expansão geográfica e de portfólio rapidamente, de um modo seguro e com eficiência de custos. Como consequência, a utilização pelos operadores destas parcerias com fornecedores de serviço que oferecem serviços White Label está em crescimento.

Tudo começou com a voz…

A expansão para novos mercados geográficos pode estar repleta de obstáculos – cada país possui as suas próprias normas regulatórias e requisitos de licenciamento que os operadores têm de cumprir para a oferta de serviços. Adicionalmente,  a necessária adaptação do negócio às necessidades locais específicas pode tornar-se muito dispendiosa.

Estes requisitos resultaram na crescente procura de serviços de telecomunicações de White Label ao longo dos últimos anos, com operadores internacionais a utilizarem fornecedores de serviços com experiência local para a oferta de voz e VoIP, e mais recentemente, a a números de suporte a clientes, como números gratuitos ou de custos partilhados, e a outros produtos como serviços de gestão de TI e ofertas de comunicações unificadas e de colaboração.


Implementação própria ou serviços de White Label?

A diversificação do portefólio e a expanção geográfica são complexos e exigem investimentos avultados. A tecnologia está em evolução constante, e as necessidades dos clientes encontram-se em mudança, mais rápida do que nunca – no mercado de consumo, os smartphones e os serviços de cloud são exemplos; e, no mercado empresarial, a virtualização ou os novos serviços de data centre são exemplos, que irão determinar o mercado.

Em muitas áreas, a utilização de serviços White Label é hoje a forma mais rápida e eficiente  de introduzir novos serviços, mantendo ao mínimo investimentos de capital (CAPEX) e os custos operacionais (OPEX), bem como os riscos financeiros.

Devido às restrições na disponibilidade de recursos para investimentos as empresas encontram-se condicionadas -  já não se trata de decidir lançar ou não operações noutro país, desenvolver uma solução técnica interna ou recorrer a um parceiro, mas decidir entrar ou não num novo mercado. A integração de serviços de White Label é hoje cada vez mais o único caminho.


Manutenção das garantías do nível de serviço

A combinação de serviços próprioscom os de White Label de terceiros, é a opção óbvia para os operadores, mas não está isenta de riscos. O facto de para os clientes quem fornece o serviço é o operador com quem contrataram, qualquer interrupção ou degradação do serviço afectará negativamente o brand do operador.


Assim, os operadores necessitam de um parceiro no qual podem confiarnas garantias do nível de serviço (SLA’s) que o mesmo oferece. Isto permite, por sua vez, aos operadores oferecerem os seus próprios níveis de serviço aos clientes finais e assegurar assim a disponibilidade end-to-end do serviço e a qualidade em todos os momentos.

Managed Services - a opção de futuro

De acordo com o TM Forum, o mercado de managed IT services cresce a uma taxa anual de 7,7 por cento e prevê-se um crescimento total entre 2009 e 2014 a rondar os 45 por cento, o que representa um mercado de subcontratação para os fornecedores de serviços avaliado em mais 72.000 milhões de dólares de 2014.

Os operadores, em particular, podem melhorar a sua oferta local de managed services,  que não era até ao momento uma competência chave para eles. Trabalhar com um parceiro experiente na prestação de managed services agiliza o time-to-market e facilita a transferência de conhecimentos para organização do operador, que é um factor chave para o sucesso.

[Em suma], a aposta  em serviços de White Label está hoje a converter-se numa estratégia cada vez mais importante para permitir que operadores, integradores de sistemas, revendedores e fornecedores de TI  concorram, cresçam e se centrem em áreas que desenvolvam e reforcem a sua marca.

Muitos fornecedores de serviços já recorrem à utilização de serviços de White Label de terceiros com ganhos significativos. Mas como sempre, o segredo para o êxito dos serviços de White Label depende da escolha de um parceiro fiável, que tenha uma ampla experiência no mercado local e seja capaz de satisfazer as exigências dos clientes finais em termos de desempenho exemplar e de serviços de alta qualidade.

Francois Eloy

Executive vice-president da Colt Communications Services


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