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Língua: Sítio na internet apresenta o português "como nunca ninguém o viu"

terça, 16 novembro 2010 15:32
Lisboa, 16 nov (Lusa) – O Observatório da Língua Portuguesa (OLP) tem a partir de hoje online um sítio que promete olhar para o português como nunca ninguém o viu, reunindo numa plataforma informações e ferramentas sobre a língua.
Para o presidente do conselho de administração do OLP, Eugénio Anacoreta Correia, a criação deste projeto representa “o início de um novo ciclo, que será marcado pela interação com instituições para quem a lusofonia constitui uma causa”.

Na sessão de apresentação do sítio www.observatorio-lp.sapo.pt, o responsável sublinhou ainda que se pretende que a ferramenta funcione como “plataforma de diálogo e interação entre instituições e países, privilegiando o trabalho em rede, aproveitando capacidades, competências e a especialização dos diversos intervenientes para afirmar a língua portuguesa, quer nos Países de Língua Oficial, quer no restante contexto internacional”.

A Internet é a base da ideia, os parceiros são as ferramentas que fazem do sítio do Observatório da Língua Portuguesa uma janela para o português e uma escola da língua, que pode aprender-se em casa ou na sala de aula.

À distância de um clique há lições com música, aulas de história de arte no Google Maps, auxiliares de tradução e testes que podem ser enviados ao professor ou corrigidos pelo próprio aluno. Tudo em português, claro.

Com a ajuda do Instituto Nacional de Estatística, explicou à Lusa Francisco Nuno Ramos, administrador do OLP, “vamos perceber coisas simples sobre a língua portuguesa para as quais até agora ninguém tinha olhado, como o número de falantes no mundo, que ainda não reúne consenso”.

A Priberam e o Ciberdúvidas, outros dos parceiros, ajudam a limar as arestas do português e olham também para o Novo Acordo Ortográfico.

No encerramento da sessão, o presidente da assembleia geral, Guilherme d’ Oliveira Martins, lembrou que “cuidar da língua portuguesa é uma tarefa cívica, de motivação”: “A língua portuguesa tem que ser cultivada, vivida, a partir daqueles que melhor a compreenderam e melhor a usaram”, afirmou.

E a “tarefa de respeitar a língua portuguesa”, acrescentou, “não é apenas tarefa de gramáticos, é tarefa de cidadãos”.

JYF

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo
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