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Media: Presidente da Lusa diz que credibilidade e autonomia da empresa são "pilares intocáveis"

segunda, 15 novembro 2010 17:48
Lisboa, 15 nov (Lusa) - O presidente da agência Lusa, Afonso Camões, afirmou hoje que a credibilidade e a "autonomia editorial absoluta" da empresa são pilares que, independentemente do que vier a suceder, se manterão "intocáveis".
"O que quer que venha a ocorrer, e essa é matéria exclusiva da responsabilidade dos acionistas, não estará nunca em causa estas duas questões básicas: a marca credível e a identidade da Lusa, e a autonomia editorial absoluta", revelou o presidente da agência de notícias.

"A Lusa é uma empresa estável, que tem vindo a ter resultados operacionais positivos, e este ano vai voltar a ter resultados positivos. A Lusa está na primeira linha das marcas de informação mais credíveis em todo o mundo, quando se fala em informação em língua portuguesa, a Lusa é uma marca credível. E o mercado nacional sabe que a Lusa é uma escola de serviço público", disse o presidente da empresa.

Afonso Camões falava depois de na sexta feira o PSD ter questionado o Governo sobre se pretende fundir a Lusa e a RTP, empresas de comunicação de capitais públicos, e se a operação, a confirmar-se, é para estar concluída em dois meses.

Na pergunta dirigida ao ministro Jorge Lacão, que tutela o setor da comunicação social, o grupo parlamentar do PSD questiona ainda se a "agregação" entre a Lusa e a RTP "está a ser ultimada pelo Governo" e, a concretizar-se, se a operação implica "a compra, pela televisão pública, dos 49,83 por cento do capital da agência noticiosa atualmente dispersos entre acionistas privados".

As questões dos sociais democratas surgem depois de o jornal Público ter titulado, na edição de sexta feira, que "Governo prepara 'renacionalização' da Lusa através da compra do capital privado pela RTP".

O diário refere que os planos do Governo passam por concluir a fusão entre a Lusa e a RTP "a curto prazo" e que o prazo desejado pelo ministro Jorge Lacão é de dois meses.

Questionado pela Lusa, o presidente do conselho de administração da agência noticiosa revela que o contacto com os acionistas "é permanente, decorre a toda a hora", até porque "os acionistas privados são os principais clientes" da Lusa.

"É evidente que conversamos a toda a hora. Sobre todos os assuntos da empresa, na dupla qualidade de acionistas e clientes", reiterou Afonso Camões.

Sobre a RTP, o presidente da Lusa sublinha que "já existe trabalho em comum e há um terreno enorme de potencial de colaboração a todos os níveis", sobretudo a nível da informação.

"Estamos na primeira linha das marcas de informação, especialmente na geografia da lusofonia", diz, ressalvando a produção noticiosa de "24 horas por dia e em todos os fusos".

No começo de novembro, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, afirmou que o Governo tem em estudo "soluções de agregação" entre a RTP e a Lusa, que possam garantir "racionalidade e economia de custos".

Garantindo que é "ponto assente" do Governo o "serviço público de televisão e rádio", Jorge Lacão sublinhou aos deputados da Comissão de Ética e de Orçamento que tal "reflexão" deve ser feita se a mesma garantir "economia de meios" no setor público empresarial ligado à comunicação social.

PPF/ER.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim
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