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Ciência: Fim de rede entre universidades portuguesas e norte-americanas seria "negativo" para empresas – ZON

quinta, 28 abril 2011 10:21

O fim da colaboração em rede entre as universidades portuguesas e norte-americanas seria “negativo” para as empresas, sobretudo as participantes em projetos de investigação e desenvolvimento conjuntos, defende o presidente da ZON, Rodrigo Costa.

 

“É claro que seria negativo [o fim dos programas de associação]. São cerca de 80 empresas portuguesas ligadas a estes programas. Partimos do princípio que há um benefício, se estão ligadas”, disse Costa em entrevista à Lusa.

“Nestas questões não há uma tecnologia portuguesa. Há uma tecnologia que existe em todo o mundo. O centro da tecnologia está muito espalhado no mundo e muito aqui nos Estados Unidos”, adiantou o executivo português, ex-quadro da multinacional Microsoft.

Costa visitou na semana passada a universidade de Carnegie Mellon, onde está um dos mais ativos programas de associação a universidades e centros de investigação portugueses.

Entre as empresas mais envolvidas em projetos de investigação e na formação de quadros estão a Portugal Telecom, a Novabase e a Siemens Networks, mas ao todo há mais de 70 entidades privadas.

A ZON tem vindo a apoiar projetos do pólo CMU da Universidade da Madeira.

Com uma duração de cinco anos, o programa CMU-Portugal termina em 2011, e a sua continuidade tem vindo a ser negociada, num clima de restrição de investimentos públicos para contenção da despesa do Estado.

Rodrigo Costa foi, ainda como administrador da Portugal Telecom, um dos executivos que participou na elaboração do programa e defende que “é impressionante aquilo que se conseguiu”.

“Em todos os departamentos [da Carnegie Mellon] por onde passei vi alunos e professores portugueses. Isso enche-nos de satisfação”, disse à Lusa.

“Quer queiramos quer não, nós [portugueses] em termos de investigação aplicada não conseguimos viver sozinhos, precisamos de rede e acho que este programa criou uma rede extraordinariamente sólida”, defende.

Sobre a possibilidade de continuação mostra-se confiante de que os governantes darão prioridade à educação e formação.

“Quem decidir sobre a continuidade vai ter de falar com as universidades e empresas para decidir”, adianta.

Para as empresas, permite formar quadros, encontrar profissionais com novas especializações e até usar tecnologia em Portugal “mesmo para vender para fora” do país.

“Faz-nos estar mais próximo do mercado [das tecnologias] que é todo o mundo. Nesse aspeto há um benefício grande. (…) Pude falar com n investigadores que estão a fazer trabalho prático, muito dele de apoio a empresas”, defendeu.

Fonte: Lusa

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