"Estamos a trabalhar com a polícia, os serviços secretos e a indústria para estudar se não seria correcto impedir as pessoas de comunicarem através destes sites e serviços quando sabemos que estão a planear actos de violência, desordem e criminalidade", declarou Cameron ao Parlamento, durante a sessão de emergência convocada para debater os motins ocorridos entre sábado e terça-feira.
A polícia britânica afirma que as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, e o sistema de mensagens do BlackBerry (BBM) têm sido usados para coordenar os motins desta semana. O BBM é apontado como o mais utilizado, já que as mensagens são codificadas e não podem ser decifradas pelas autoridades.
John Basset, antigo especialista da agência de comunicações dos serviços secretos e actual investigador do Royal United Services Institute, declarou à Reuters que “qualquer tentativa de impor controlos por parte do Estado sobre estes media parece condenado ao fracasso”, apesar de o uso dos meios de comunicação nos distúrbios “ter mudado as regras do jogo”.
A interrupção do acesso às redes sociais foi condenada e classificada como repressiva pelas democracias ocidentais, quando outros países recorreram a esta medida. No Egipto, as autoridades chegaram mesmo a encerrar os serviços de comunicação móvel e da Internet durante os violentos protestos contra o regime do presidente Hosni Mubarak, em Janeiro. No mês seguinte, na Líbia, houve também uma tentativa de bloquear o acesso à Internet quando começou a guerra civil. Na China, todos os meios de comunicação online considerados subversivos são rapidamente encerrados.
Fontes: Diário Económico




David Cameron, primeiro-ministro britânico, anunciou hoje que as autoridades inglesas estão a estudar um bloqueio do sistema de redes sociais, considerado necessário para conter os distúrbios civis.


