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O alojamento na nuvem e os seus benefícios

terça, 26 novembro 2013 12:28   Didier Alves, Diretor de Serviços da Vilt

Didier Alves, Diretor de Serviços da Vilt

De que forma é que a redução de custos com o alojamento de serviços e sistemas na nuvem se consegue na prática? E quais são as vantagens? São questões a que o diretor de Serviços da Vilt, Didier Alves, responde num artigo de opinião para o Fibra.

"A redução de custos é hoje em dia um dos principais motivos (senão o principal) para equacionar o alojamento de sistemas e serviços na nuvem. As empresas procuram garantir a disponibilidade dos seus sistemas e simultaneamente reduzir os custos associados à sua manutenção e administração. Mas de que forma é que essa redução de custos se consegue na prática? E quais são as vantagens do alojamento na nuvem?

Redução do TCO (Total Cost of Ownership)

As empresas deixam de ter necessidade de adquirir grandes infraestruturas de hardware, que incluem frequentemente servidores dispendiosos e diversos sistemas de apoio. O próprio espaço físico no qual se alojariam os sistemas fica disponível para outros propósitos. Outro aspeto importante é a libertação dos custos associados à obsolescência do hardware e do software. Os fornecedores de serviços de alojamento, na sua maioria, garantem a renovação dos servidores e sistemas de forma transparente para os seus clientes.

Foco no negócio

O alojamento dos sistemas empresariais na nuvem permite que os colaboradores das empresas se foquem no negócio. As equipas de IT passam a assumir um papel menos operacional e mais de apoio ao utilizador (helpdesk).

As atualizações de hardware e software, os upgrades de sistemas, a gestão e correção de problemas derivados da infraestrutura, os procedimentos de backup, a governabilidade geral do sistema deixam de estar a cargo destas equipas e passam a ser processos assegurados pelo fornecedor do serviço. Do ponto de vista da empresa, a maior parte destes processos fica mais simples.

Suporte de IT mínimo

Como consequência da externalização dos sistemas, as empresas passam a ter necessidades de suporte de IT menores. Do ponto de vista de administração e monitorização dos sistemas, os fornecedores do alojamento tendem a garantir esse serviço e na verdade, a forma como o prestam é normalmente de maior qualidade, principalmente nas modalidades de SaaS (Software-as-a-Service) e PaaS (Product-as-a-Service). Os fornecedores que focam o alojamento numa determinada gama de produtos acumulam experiência e boas práticas nessa área, tendo equipas de técnicos especializados na sua correta gestão e governabilidade. Se juntarmos também a descentralização das equipas de suporte dos fornecedores de serviços de alojamento, estes últimos conseguem oferecer tempos de resposta bastante satisfatórios. O aspeto geográfico é ainda mais importante quando os sistemas pressupõem a modificação de algumas aplicações alojadas, com alguma frequência (por exemplo, um gestor de conteúdos web empresarial). Neste caso, as instalações de novos componentes ou componentes desenvolvidos à medida podem ser agendadas para horários que não colidam com o horário de trabalho dos colaboradores da empresa, reduzindo os efeitos de uma paragem ou indisponibilidade do sistema.

Escalabilidade

O crescimento do negócio acarreta um aumento do investimento em IT que tende a ser cada vez maior na sua proporção. As soluções de alojamento na nuvem acabam por suavizar e muito esse efeito. Os fornecedores do serviço oferecem frequentemente soluções de escalabilidade com baixo custo e esforço reduzido para o cliente. A empresa limita-se a solicitar o serviço adicional que pretende e a utilização de hardware ou sistemas adicional é transparente. Geralmente este tipo de alterações não irá afetar os utilizadores do sistema e consegue-se em curtos períodos de tempo. A deslocalização dos centros de dados dos fornecedores de serviço de alojamento permite também melhorar a disponibilidade geral dos sistemas e minimizar o efeito de falhas graves na infraestrutura física (como por exemplo cortes no serviço de internet, incêndios ou até catástrofes naturais).

Segurança

A questão da segurança ainda levanta algumas dúvidas aos CIOs, em particular devido à deslocalização física da informação. Por um lado, as empresas têm que assumir uma relação de confiança com o fornecedor, que deve ser criteriosamente definida quanto à propriedade da informação, bem como ao seu uso e acesso. Após clarificar estes aspetos, a solução de alojamento na nuvem apresenta níveis de segurança que poderão ser iguais ou até superiores àqueles que se conseguiriam numa infraestrutura in-house. A razão é simples: para uma empresa que fornece um serviço de alojamento na nuvem, qualquer notícia de uma falha de segurança poderá afetar largamente todo o seu negócio, levando outros clientes a questionar o serviço. Sendo assim, o investimento na segurança, nos protocolos e procedimentos é grande.

No entanto, se tudo são aspetos positivos, porque é que não vemos mais empresas de média/grande dimensão a mudar de paradigma e a começar a alojar os seus serviços na nuvem? As poupanças e as vantagens são claras. Seria de esperar uma maior adesão...

Grande parte da resposta a esta questão está no próprio processo de migração. Dependendo do software/serviços que se pretendam usar na nuvem, as empresas de média/grande dimensão deverão planear e executar projetos de migração de sistemas de informação de grande complexidade. Estes processos estão normalmente fora do âmbito das competências das equipas de IT das empresas, o que pode levar ao falhanço da iniciativa.

A abordagem mais prudente (e consequentemente mais barata) passa pela consulta com os fornecedores e especialmente com os seus parceiros de serviços para planear e executar projetos de migração. Existem exemplos de empresas em todo o mundo que, com a ajuda de empresas portuguesas de consultoria informática, planearam e executaram a migração de sistemas de informação extremamente grandes e complexos para a nuvem. A área da migração de sistemas de informação é por si só uma área de IT que requer anos de experiência e conhecimento, de forma a identificar riscos prematuramente, definir as arquiteturas e integrações de sistemas, delinear a abordagem ao projeto de migração e analisar de que forma o próprio processo de migração irá afetar os colaboradores na empresa. A escolha do parceiro certo será na maior parte das vezes a condição suficiente para garantir o sucesso de um projeto de migração para a nuvem".

Didier Alves
Diretor de Serviços da Vilt

 

Fonte: Fibra

 

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