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Um dinamismo invulgar no sector nacional das empresas de TI

quinta, 26 setembro 2013 11:25   José Alves Marques, presidente da Link Consulting

Um dinamismo invulgar no sector nacional das empresas de TI"Durante as décadas anteriores, um dos investimentos do País na criação de pólos de investigação, reforço das universidades e apoio a projectos de I&D empresariais criou uma nova geração de empresários e técnicos". Esta é uma das razões para o dinamismo do sector, apontada em artigo de opinião para o Fibra pelo presidente da Link Consulting, José Alves Marques.

"O sector nacional das empresas de TI mostra um dinamismo invulgar, sobretudo tendo em conta a crise profunda que a Governação do Estado criou. O sector conta com um número alargado de empresas de dimensões muito variadas, para além de todas as multinacionais relevantes deste mercado. As explicações para este dinamismo, em particular das empresas nacionais, são certamente múltiplas, mas da experiência própria destaco três.

A primeira é reconhecer que, durante as décadas anteriores, um dos investimentos do País na criação de pólos de investigação, reforço das universidades e apoio a projectos de I&D empresariais criou uma nova geração de empresários e técnicos. Na minha opinião, foi dinheiro bem investido, porque, apesar de certamente também aqui haver uma substancial margem de erro, o resultado é visível com a criação de gerações de empresários de IT, raridade na década de 70, a criação de produtos e serviços nos mercados nacional e internacional e a qualidade dos profissionais técnicos, reconhecida em múltiplos contextos internacionais e que só foi possível devido a este investimento de várias décadas.

Uma segunda razão relevante é a internacionalização da actividade. Já vinha de antes, mas a crise fez com que a maioria das empresas a partir da sua base procurasse mercados internacionais, dos mais próximos pela língua, aos mais difíceis pela competição tecnológica. Os mercados internacionais não são a mera extrapolação da realidade nacional, onde genericamente as empresas têm por vezes de ter uma intervenção muito mais alargada pela própria exiguidade dos mercado e porque cada geografia apresenta desafios diferentes.

Uma terceira razão é a capacidade de posicionar produtos e serviços de forma inovadora, não só como mera oferta tecnológica mas inovando na prestação de serviços.

Seguindo estas três premissas, a LINK, criada em 2000, teve desde a sua génese, uma forte componente internacional iniciando a sua actividade no Brasil em 2001; no ano de 2012, obteve um volume de negócios de 28,2M€ dos quais 42% oriundos do mercado internacional.

Uma das linhas de intervenção e abordagem de negócio da LINK assenta no suporte da Qualidade e Eficiência na Gestão do IT através de soluções e serviços dedicados. Dois exemplos máximos de eficácia são o Enterprise Architecture Managing System (EAMS) e a fábrica de System Quality Assurance (SQA).

As empresas dispendem cerca de 15% do seu orçamento de IT na procura de informação sobre os seus sistemas, aplicações e infra estruturas, pois a documentação existe, mas está dispersa em múltiplos documentos, como excels, powerpoints, CMDB, entre outros. A solução EAMS integra um sistema de Architecture Intelligence que permite cartografar toda a informação interactuando com os repositórios e ferramentas de EA, disponibilizando a informação e gerindo o ciclo de projectos. Entre vários clientes, a LINK é a fornecedora desta solução para a gigante Petrobras.

Também no Brasil e com uma elevada taxa de sucesso tem sido a abordagem de negócio do System Quality Assurance (SQA) no qual os sistemas são funcionalmente testados, tendo em conta o seu desempenho e segurança para grandes empresas, num modelo inovador com uma parte da equipa no cliente e outra, em fábrica, reunindo as vantagens de uma abordagem rigorosa de teste independente das equipas de desenvolvimento, resulta numa profunda interacção e conhecimento dos projectos nos clientes e, obviamente, um imbatível preço final com grande valor para o cliente. À LINK coube a honra de testar totalmente a maior operadora de Telecomunicações da América Latina, a Vivo, e desde 2012, todos os projectos estruturantes da Oi, sinal do dinamismo das empresas tecnológicas portuguesas que apostam na inovação e diferenciação das suas soluções integrando novas e eficientes abordagens de negócio".

José Alves Marques
Presidente do Conselho de Administração da Link Consulting
*Artigo escrito segundo as regras anteriores ao atual acordo ortográfico.
Fonte: Fibra

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