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Ciberjornalismo: Imprensa tem de apostar no jornalismo participativo e nas redes sociais - especialista

quinta, 09 dezembro 2010 16:43

O jornalismo participativo e as redes sociais são cada vez mais parte do negócio da imprensa, por contribuir de forma significativa para a fidelização dos leitores, defendeu hoje um especialista em ciberjornalismo.

 

Falando na sessão de abertura do 2.º Congresso Internacional de Ciberjornalismo, a decorrer entre hoje e sexta-feira no Porto, Marcos Palacios, professor titular de Jornalismo da Faculdade da Universidade da Bahia, Brasil, afirmou que o jornalismo participativo e as redes sociais são tratados como “uma outra forma de fazer jornalismo, formas alternativas que se colocam em paralelo à produção jornalística da imprensa”.


“Cada vez são mais parte do negócio”, defendeu o especialista, explicando que ter um jornal online que não seja uma mera reprodução do que é divulgado pelas agências implica "grandes investimentos".


Neste sentido, o especialista adiantou que a participação do usuário, que pode acontecer em comentários, avaliação de conteúdos (atribuição de estrelas a notícias ou vídeos), inquéritos e até produção de conteúdos, é uma forma de “dar cor”, fidelizar e conquistar novos leitores.


Relativamente aos ícones que os sites da imprensa disponibilizam para partilha de informação pelas redes sociais, Marcos afirmou que “têm muita razão de ser em termos de funcionamento do negócio”.


“A rede propicia capilaridade (contágio), o que provoca sobrevida da notícia”, frisou, indicando que “não é à toa que a imprensa faz um amplo uso desses recursos”, uma vez que permite atingir “potencialmente públicos que não são o seu alvo” predefinido.


Salientou ainda que, através da partilha nas redes sociais, “há uma revalorização da própria notícia”, porque o que era inicialmente pequeno, em termos de formato, pode atingir uma dimensão muito superior dentro da própria rede.


Para o especialista, a questão da crise no jornalismo impresso, que tem já muitos anos, continua a agudizar-se, porque “o suporte online oferece outra abertura em termos de modelo de negócio”.


“O formato do jornal impresso tem que se adaptar à nova realidade, caso contrário será cada vez mais residual”, frisou.


Marcos Palácios não tem dúvidas de que não faz sentido um diário escolher para manchete um assunto que na véspera foi já amplamente divulgado e discutido, quer na internet como nas televisões.


“Não faz sentido comprar um diário quando o próprio site desse jornal já está mais actualizado do que a edição impressa”, disse, considerando que os diários “ou mudam ou morrem, muito lentamente”.


Sugeriu uma aproximação a uma revista como forma de um diário eventualmente se tornar viável, uma vez que “tem que ter algo que incentive à compra”.
Este congresso é organizado pela ObCiber – Observatório do Ciberjornalismo e integra o programa de comemorações dos 10 anos da licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.


JAP.
Lusa/fim

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