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As faixas amarelas e pretas colocadas à entrada do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, dão o alerta: ali ocorreu um crime à espera de ser desvendado.
“Crime no Museu” é a exposição mais recente do Pavilhão do Conhecimento, patente até outubro, onde adultos e crianças poderão vestir a pele de detetives e cientistas forenses para descobrirem quem matou o diretor do museu belga de Ciências Naturais.
A exposição, ao estilo de séries de televisão como “CSI”, tem que ser visitada com os sentidos alerta, já que qualquer detalhe pode ajudar a desvendar quem foi o autor do disparo fatal.
Os visitantes sabem do crime pela televisão. No início da exposição estão colocados televisores que transmitem diretos de canais portugueses e belgas, a partir do exterior do museu.
Além do gabinete do diretor, com o corpo marcado no chão ao lado de uma poça de sangue, a exposição é composta por oito laboratórios, por onde o visitante terá que passar e onde tirará as conclusões que anotará no seu caderno de investigação.
Os suspeitos são seis e para escolher um é preciso, entre outras coisas, analisar as fibras e impressões digitais recolhidas no local do crime, bem como a bala que matou o diretor.
No laboratório das fibras e microfibras estão indícios recolhidos no sofá e no tapete do gabinete, bem como no casaco do morto, e amostras de fibras da roupa que os vários suspeitos usavam no dia em que ocorreu o crime.
Na balísitica, os peritos examinam as marcas apresentadas pelas balas e respetivos invólucros e comparam-nas com as marcas registadas nas bases de dados.
Mas há muito mais para analisar, desde pegadas, às larvas encontradas no corpo e que permitem definir a hora da morte, a vestígios biológicos e ADN deixados, por exemplo, na beata que estava no gabinete.
Essencial é também a análise aos interrogatórios feitos aos suspeitos, tendo em atenção eventuais incongruências no discurso e as expressões faciais.
Depois de percorridos todos os laboratórios é hora de o visitante deixar o seu palpite e perceber se coincide com o do detetive responsável pelo caso.
A exposição “Crime no Museu” foi pensada para receber cegos e surdos. Todas as dicas dadas aos visitantes estão também escritas em Braille e os vídeos têm uma intérprete de linguagem gestual.
Para preparar a exposição, cuja entrada está incluída no bilhete de visita ao Pavilhão do Conhecimento, a direção contou com a ajuda da PSP e da Polícia Judiciária, para adaptar o crime à realidade portuguesa.
Fonte: Lusa
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