RSS Facebook Twitter App Store
O Agregador das Comunicações Lusa Media: Juan Carlos defende jornalismo com rigor e independência na era da multimédia
Media: Juan Carlos defende jornalismo com rigor e independência na era da multimédia PDF Versão para impressão
04 Abril 2011

O rei de Espanha defendeu hoje a importância do rigor e da independência no jornalismo na atual era da multimédia, considerando que a profissão deve continuar “a servir a verdade, a convivência na paz e a liberdade”.

 

 

 

Juan Carlos intervinha no discurso de encerramento da cerimónia de entrega dos Prémios Internacionais de Jornalismo Rei de Espanha, galardões que entre outros foram este ano para o jornalista português João Francisco Guerreiro, da TSF, por uma reportagem depois do sismo no Haiti.

Foram ainda premiados jornalistas da Argentina, Colômbia, México e Espanha.

Destacando as novas pressões dado o cariz da informação “imediata, interativa e ao alcance de todos”, Juan Carlos sublinhou que as “tecnologias marcam novos ritmos e obrigam a assumir novos formatos, vias e formas de comunicação”.

Ainda assim, insistiu, “tem-se sempre que valorizar a vontade e a capacidade de um jornalista que ajude a compreender o que está a acontecer”.

Na era da multimédia”, disse, “é igualmente necessária a aposta pela qualidade, pela fiabilidade, pelo critério e pela confiança dos cidadãos nos órgãos de comunicação”.

Os prémios, convocados pela Agência Efe e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECID) foram hoje entregues na Casa da América, em Madrid.

Em declarações à Lusa, antes da cerimónias, João Francisco Guerreiro disse que os da catástrofe no Haiti ainda o perseguem.

A "grande riqueza de vozes" do trabalho de João Francisco Guerreiro foi, aliás, elogiada aquando do anúncio dos vencedores da 28.ª edição do certame.

João Francisco Guerreiro confessa que alguns desses sons ainda hoje o perseguem, tamanha a dor, o sofrimento, mas também a esperança, que testemunhou nos dias seguintes ao sismo que atingiu o Haiti a 12 de janeiro do ano passado e que causou mais de 220 mil mortos.

"A minha principal intenção foi recriar os ambientes sonoros com que fui confrontado: gritos de alguém em sofrimento ou com fome e sede", disse.

Desafiado a escolher um momento mais marcante e o respetivo som, João Francisco Guerreiro elegeu o de um haitiano que, exausto após uma longa jornada a transportar feridos, abordou o jornalista dizendo-lhe "tenho fome".

"Não o pude ajudar, pois quando voltei com uma lata de comida já não o encontrei, mas tenho presentes as suas palavras", contou.

Podem concorrer a estes prémios jornalistas dos países ibero-americanos, Estados Unidos, Filipinas, Guiné Equatorial, Israel e Marrocos, com trabalhos publicados em português ou espanhol.

Este ano, concorreram 170 trabalhos.

Fonte: Lusa

 

Assina Fibra

Assinar Newsletter

Facebook

Edição Impressa

Fibra 26