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Redução da pirataria informática poderia criar 4200 empregos

quinta, 24 maio 2012 17:31

hackers_-_peqA redução de 10 pontos percentuais da taxa de pirataria informática em Portugal em quatro anos poderia resultar na criação de 4244 postos de trabalho e num aumento total da receita fiscal na ordem dos 320 milhões de euros. As conclusões surgem num estudo apresentado hoje sobre o impacto económico da pirataria informática em Portugal, elaborado pela Universidade Católica Portuguesa.


Segundo o coordenador da equipa do Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa, Ricardo Ferreira Reis, a taxa de pirataria em Portugal é de 40 por cento. Ou seja, “em média 40 por cento do que existe nos nosso computadores é pirateado”, afirma.

No entanto, se nos próximos quatro anos houvesse uma redução de dez pontos percentuais, o que representaria 25 por cento do total dessa taxa, poderiam ser criados 4244 postos de trabalho.

Além disso, a criação de novas empresas representaria uma receita fiscal adicional para os cofres do Estado de cerca de 320 milhões de euros. O que se traduziria num aumento do PIB de 0,6 por cento em comparação com o atual, ou seja cerca de 1150 milhões de euros.

O estudo analisou ainda a relação da pirataria com diversas variáveis socioeconómicas e concluiu que existe mais predisposição para esta prática em ambientes menos desenvolvidos ou em crise.

Nos últimos anos, nos países mais afetados pela crise registou-se um aumento da pirataria. São exemplo disso a Islândia, Grécia, Irlanda e Espanha. No entanto, o mesmo não se registou em Portugal, onde a taxa de mantém inalterada há três anos.

Em termos de pirataria mundial, Portugal está numa posição média, embora na perspetiva de Ricardo Ferreira Reis o país “ainda tenha um longo caminho a percorrer para se aproximar do grupo de países com menores taxas na Europa”.

No evento de apresentação participaram ainda o sócio da PLMJ e docente da Faculdade de Direito da Universidade Católica Manuel Lopes Rocha, o presidente da Assoft Luís Sousa e o recentemente eleito diretor da Católica-Lisbon School of Business & Economics, Francisco Veloso.

Fonte: Fibra

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