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Domínios .pt liberalizados e com novas regras

quinta, 23 fevereiro 2012 14:25

FCCNQuem tiver um site com o classificado .net.pt, .int.pt, .publ.pt ou .nome.pt prepare-se para o extinguir. Esta é uma das novas regras dos domínios .pt, apresentadas hoje por Pedro Veiga, presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN).

 

A partir de agora, dos domínios existentes apenas o .gov.pt, .edu.pt, .org.pt e .com.pt vão poder continuar a existir. Das novas regras constam ainda as restrições de âmbito geográfico – apenas as câmaras, autarquias ou freguesias poderão utiliza o nome da localidade no endereço da página web- e o facto de não virem a ser aceites nomes de domínios com palavras contrárias à lei – como palavreado pouco adequado ou de índole racista/xenófobo.

Estas regras entram em vigor na próxima quinta-feira, 1 de março, sendo que existe um período de transição de 60 dias – o Sunrise -, ficando a entrada plena das mesmas marcada para dia 1 de maio.

O objetivo, diz Pedro Veiga, é “que seja mais fácil e barato fazer domínios em Portugal”, que apesar de não se encontrar na cauda da Europa em termos de número de domínios, ainda não está perto dos grandes europeus.

Bruno Carlos, presidente da assembleia geral da Associação de Prestadores de Registos de Domínios e Alojamento (APREGI), refere que a “liberalização [do domínio] é bem-vinda mas tardia”. Para o responsável, até aqui os domínios .pt estavam “associados a um certo prestígio”, uma vez que nem toda a gente conseguia fazer um registo através deles. Desta forma, era-lhes concedido “um certo elitismo” que ia contra aquilo que a internet é: livre e nada elitista, revela Bruno Carlos. Agora está a dar-se ao .pt essa “liberdade” da internet, permitindo que toda a gente se possa registar nesses domínios, sem que tenha de ser dono de uma marca ou empresa.

Para registar uma página web num domínio .pt basta que o nome contenha, no mínimo, três caracteres e não possua má-fé.

Relativamente aos preços dos domínios, Pedro Veiga refere que por ora vão manter-se iguais – os valores de registo variam da hierarquia e do número de anos que se quer manter o domínio. Contudo, o presidente do FCCN avança que caso aumente o número de domínios, certamente os preços descerão: “Basta haver um crescimento de 25 por cento no registo para poder haver uma diminuição do valor”.


Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Fibra

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