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Vanguarda da informática mundial em debate no Funchal

sexta, 21 janeiro 2011 01:14 Escrito por 

tei_-_pequena_jpegMais de 250 investigadores de 20 países vão participar, entre 23 e 26 de Janeiro, no Funchal, na TEI 2011, conferência internacional de investigação onde se discute o que de mais inovador e importante se faz numa área da informática designada por interacção humano-computador.

 

Nuno Jardim Nunes, presidente do Madeira Interactive Technologies Institute e director científico do Carnegie Mellon Portugal Partnership, explicou ao Fibra o que é e para que serve a conferência, que conta com apresentações dos principais laboratórios de investigação mundiais como a Universidade de Carnegie Mellon, o MIT Media Lab e a Microsoft, entre outros.


Fibra | O que é o TEI 2011?

Nuno Jardim Nunes | O TEI é uma conferência internacional de investigação organizada pela Association for Computing Machinery (www.acm.org) e que reúne os principais investigadores internacionais da área de interação "tangível" e "embebida". Em termos gerais está associada com a capacidade de interagirmos com objectos e através do nosso corpo, tal como acontece hoje em dia com as consolas de jogos (através de comandos e mesmo de cameras) ou através de novos materiais como superfícies e mesmo roupa e mobiliário interactivo que reage às acções das pessoas.

Fibra | Quais são os seus objectivos?

NJN | Os objectivos são reunir os principais especialistas mundiais (temos mais de
275 participantes de mais de 20 países) para discutir o que de mais inovador e importante se faz nesta área de vanguarda da informática que designamos por interacção humano-computador. Os participantes na conferência tiveram que submeter os seus trabalhos a um rigoroso processo de revisão científica pelos pares e só os melhores trabalhos vão ser apresentados e publicados. Temos apresentações dos principais laboratórios de investigação mundiais como a U. de Carnegie Mellon, o MIT Media Lab, Microsoft e Disney apenas para nomear alguns.

Fibra | Qual é a participação portuguesa na conferência?

NJN | A participação portuguesa é significativa, em primeiro lugar através do
Madeira Interactive Technologies Institute (Madeira-ITI) que é um instituto de investigação da Universidade da Madeira e de onde emanam alguns dos organizadores científicos da conferência que se realiza no Funchal. Este instituto é responsável por um programa de mestrado precisamente nestas áreas de interacção no âmbito da parceria Carnegie Mellon Portugal criada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Para além do Madeira-ITI temos participantes da Universidade do Minho, da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade do Porto.

Fibra | O que espera das conclusões/orientações da conferência? Como é que, na prática, elas serão aplicadas?

NJN | Nas conferências científicas não existem conclusões ou orientações globais, espero sinceramente que apareçam algumas ideias interessantes que possamos ver dentro de alguns anos em aplicações quotidianas da tecnologia. Temos sempre que ter em atenção que os resultados da investigação demoram muitos anos para se traduzirem em produtos comerciais, por exemplo, a tecnologia multi-toque de baixo custo que agora se tornou quase ubíqua em telemóveis e tablets foi publicada numa conferência em 1995, portanto passaram-se 15 anos até que esta tecnologia se tornou comercial e mais de 20 anos desde o conceito de multi-toque que foi publicado nos anos 80.

Fonte: Fibra 

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