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“Este é o momento de arriscar fazer mais”

quinta, 10 outubro 2013 12:31   Francisco Lopes da Fonseca, ceo da Mind Source

Francisco Lopes da Fonseca, ceo da Mind Source"Este é o momento para arriscar fazer mais, para nos posicionarmos no mercado como uma consultora que responde aos desafios mais exigentes no universo da consultoria, garantindo sempre que estamos alinhados com as últimas tendências do mercado". É assim que o ceo da Mind Source, Francisco Lopes da Fonseca, enquadra, em entrevista ao Fibra, a nova estratégia da empresa.

Fibra | O que levou a Mind Source a reposicionar a sua oferta de serviços?

Francisco Lopes da Fonseca | Acredito que estamos num momento de viragem, visível na forma como as organizações utilizam a tecnologia orientada para a sua estratégia e resultados de negócio, pelo que existe claramente a necessidade de um reposicionamento por parte das organizações neste novo mundo digital. Os líderes destas organizações, muitas delas nossas parceiras, vão ter que trabalhar nas iniciativas de negócio, criar uma cultura de inovação alinhando essa estratégia de negócio com as arquiteturas atuais e futuras, ligando a procura e a oferta e equilibrando os standards, as tecnologias, os ciclos e os riscos enquanto balanceiam oportunidades de curto prazo com a visão de longo prazo. Por último, através do governance das organizações pretendemos garantir que os processos de negócio e a arquitetura tecnológica estão alinhados de uma forma dinâmica, ajudando a decidir como vamos adquirir essas novas tecnologias e considerar sempre o seu impacto na organização.

Fibra | Em que se traduz na prática esse reposicionamento?

FLF | O posicionamento da Mind Source traduz-se na nossa ambição como organização de estar preparada para a transformação, já num futuro muito próximo, das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) orientando proativamente os processos de negócio dos nossos clientes para as novas tendências de mercado.

A decisão de reposicionar a nossa oferta baseou-se acima de tudo numa análise aos nossos serviços, orientada para a estratégia e resultados dos nossos clientes, alinhando esta visão com as tendências de mercado responsáveis por definir o mercado no espaço temporal de três a cinco anos. Na prática, o change management da nossa equipa face a este reposicionamento da marca está a acontecer naturalmente, sendo que estamos preparados para apresentar no mercado esta nova linha de serviços, demonstrando o seu diferencial positivo e a mudança que irá promover na abordagem Mind Source em cada projeto.

Fibra | Qual a mais-valia para as empresas/clientes da conjugação das valências de cloud, mobile, social e information?

FLF | Estas quatro grandes forças vão concentrar o foco de atenção nos próximos anos. Esta é uma realidade que vai mudar a forma como as organizações veem e tiram partido da tecnologia.

A nossa perceção e análise ao mercado evidencia que estas forças em conjunto vão tornar as arquiteturas atuais completamente obsoletas, sendo que a cloud será a base para as outras três forças. Sabemos que não será a curto prazo uma forma de otimizar os custos, mas irá permitir uma maior agilidade por parte das organizações. A título exemplificativo, podemos olhar para os nossos smartphones que já são hoje em dia as nossas clouds pessoais, no caso do Social Media que não seria possível sem cloud e o Big Data que é aquilo que chamamos de "Killer app" para cloud. Num futuro, não muito distante, todas as empresas irão ter uma arquitetura híbrida e parte da TI será própria, mas outra parte utilizará os recursos na cloud. As redes sociais, pessoais e profissionais, vão promover a criação de novas aplicações e de novos interfaces, por isso o que hoje é meramente adaptado do mundo do desktop vai levar a uma nova geração de aplicações e interfaces baseados na dinâmica e na integração com as redes sociais. O Social Media está a mudar inclusive os fundamentos da gestão, nomeadamente as organizações hierárquicas e as equipas para comunidades que muitas das vezes ultrapassam as fronteiras da organização. No que diz respeito à mobilidade vamos ter que redesenhar o negócio em torno do Mobile, pois o que tem sido criado é muitas vezes apenas uma presença nos dispositivos móveis.

Brevemente e, se analisarmos os factos que surgem por parte dos principais analistas, dois terços da força de trabalho irá ter um smartphone e 40% da força de trabalho será mobile, criando a oportunidade que identificámos de desenhar os processos de negócio focados na utilização deste tipo de dispositivos. Quanto à informação temos que repensar como gerimos e utilizamos a informação no contexto organizacional. Hoje em dia, a estratégia de utilização de informação está em encontrá-la nas fontes disponíveis no momento em que forem realmente necessárias. Falamos então de volume, velocidade, variedade, complexidade da informação e tratamento da mesma, permitindo modelos analíticos muito poderosos. Num futuro próximo, a possibilidade de recolher informações internas e externas vai permitir ao negócio poder transformar o processo de decisão, descobrir novos insights, otimizar recursos e inovar.

Fibra | Ao mesmo tempo, a Mind Source lançou novos serviços. Porquê um serviço de consumerization?

FLF | Principalmente porque estamos atentos às mudanças e necessidades futuras dos nossos clientes, na medida em que os modelos de negócio das diferentes indústrias vão ser desafiados nos próximos anos pelos seus clientes e pelos seus próprios talentos que estão a adotar um estilo de vida digital "sempre online". Estas indústrias têm obrigatoriamente que se reinventar começando pelo desenvolvimento dos seus produtos, do processo de venda, dos serviços e do user experience. Se construirmos uma imagem desta nova realidade posso afirmar que a web passou a ser um computador gigantesco, coletivo e partilhado e, segundo os dados últimos partilhados pela Gartner, no mundo existem hoje cerca de 2,7 biliões de smartphones e mais de 2,4 biliões de internautas.

Fibra | Quanto ao serviço de new economy, o que vai proporcionar aos clientes?

FLF | Esta é uma área com serviços totalmente novos e focados no Talent Management, no Design Thinking e numa nova forma de gerir a produtividade de cada Talento trazendo para a realidade das equipas as técnicas de Gamification. Esta é uma visão totalmente inovadora que permitirá aumentar drasticamente o retorno do negócio e o investimento no talento interno.

A realidade com que nos cruzamos todos os dias junto dos nossos clientes evidencia que muitos dos decisores de negócio e de tecnologia acreditam que estão a assistir a uma mudança profunda e reconhecem que é imperativo desenvolver novas respostas que sejam eficazes face ao contexto económico, assegurando que as estratégias de crescimento sejam executadas com sucesso. Por um lado, aumentar as receitas, melhorar a organização e potenciar uma experiência do cliente enriquecedora e, por outro lado, uma preocupação com a gestão do Talento, a satisfação e a produtividade das pessoas.

Fibra | Que planos tem a empresa para exportar estes serviços?

FLF | Os nossos serviços estão preparados já de acordo com a nova realidade da Mind Source, uma realidade voltada não só para os desafios do mercado nacional como internacional, nomeadamente para o polaco e o brasileiro.

Desenhámos uma nova oferta que possa acompanhar as tendências globais, por isso a nova linha de serviços Mind Source é transversal a qualquer tipo de indústria e a diferentes mercados. O nosso objetivo é levar para cada um dos nossos clientes/parceiros novas abordagens que potenciem o seu desempenho e a sua estratégia, otimizando todos os seus recursos. Desta forma, queremos que esta nova abordagem seja integrada junto dos nossos clientes em qualquer um dos destinos onde estamos presentes, adaptando apenas as metodologias/tecnologias ao contexto organizacional e de regulamentação local.

Fibra | Estas inovações surgem num contexto de retração do mercado. São uma resposta a este ambiente?

FLF | Estas inovações não são de todo resposta a este momento de retração do mercado, mas sim à transformação da nossa experiência enquanto utilizadores e no mundo dos negócios. A Mind Source tem vindo a crescer nos seus seis anos de presença no mercado em contextos económicos bastante fragilizados, pelo que estamos habituados a "correr" em ambientes que têm como imperativos uma maior exigência na forma como respondemos aos desafios, uma maior criatividade nos projetos em que estamos presentes e no potencial de inovação que promovemos junto dos nossos Talentos. Para nós, enquanto equipa, este é o momento para arriscar fazer mais, para nos posicionarmos no mercado como uma consultora que responde aos desafios mais exigentes no universo da Consultoria, garantindo sempre que estamos alinhados com as últimas tendências do mercado.

Fibra | Qual tem sido o desempenho da Mind Source em 2013?

FLF | Os últimos meses de 2013 têm sido bastante desafiantes, devido ao contexto organizacional em que vivemos e também pela nossa aposta na internacionalização em novos destinos, como a Polónia e o Brasil. É esta experiência de desafio constante que promovemos junto da nossa equipa para que os 120 talentos que compõem a nossa moldura humana sintam, a cada dia, o espírito que vivemos.

A nossa ambição é continuar a crescer de forma tão sustentável como o fizemos até hoje, promovendo as ferramentas certas para podermos ser ainda mais assertivos junto do mercado, analisando as necessidades dos nossos clientes, promovendo o talento individual e coletivo, e estando alinhados com as tendências do mercado. Esta ambição é, a meu ver, apenas possível se continuarmos a investir nas nossas pessoas pois são elas as responsáveis pela imagem de marca que estamos a construir no mercado.

Como consultor, acredito que a consultoria vale a pena quando é feita de novos desafios todos os dias e quando põe à prova as nossas competências, arriscando trocar o que conhecemos pelo desconhecido, transformando de forma positiva os negócios e as pessoas que são parte integrante deste universo. Esta é a razão pela qual continuamos a investir enquanto organização na inovação e na criatividade de novas soluções, pois ambicionamos ter uma oferta diferenciadora que alinhe os nossos projetos com o melhor do futuro para o negócio dos nossos clientes.

Fonte: Fibra

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