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Big data deve ser prioridade para empresas

terça, 16 julho 2013 13:12   Isabel Reis, diretora-geral da EMC Portugal

 Big data deve ser prioridade para empresas"A capacidade de criar valor para o negócio a partir da informação existente é vital para que as organizações se tornem mais eficientes, produtivas e competitivas", afirma, em entrevista ao Fibra a diretora-geral da EMC Portugal, Isabel Reis.

Fibra | Qual a estratégia da EMC para o mercado português?
Isabel Reis | A estratégia da EMC para o mercado português está em linha com a estratégia da EMC a nível mundial, com as respetivas adaptações aos requisitos e necessidades do mercado local. Isto significa dotar os clientes de soluções robustas e de enorme fiabilidade que permitam gerir dados, em todo o seu ciclo de vida, transformando esses dados em informação útil ao negócio ou atividade das mais variadas empresas e instituições (armazenamento, gestão, disponibilização, replicação, continuidade de operação, segurança, backup e restore). Integramos as nossas soluções com as soluções dos nossos parceiros, disponibilizando aos clientes soluções "chave na mão", com a segurança e a qualidade da marca EMC e tentando que as mesmas encaixem dentro dos budgets disponíveis.

Fibra | O que/quanto vale a filial portuguesa no negócio global da empresa?
IR | Em termos percentuais, muito pouco, como em qualquer multinacional. Em termos absolutos, vale cerca de 30 M de dólares. Temos um mercado bastante pequeno, quando comparado com outros países. A filial portuguesa é, no entanto, a subsidiária a nível da EMEA com o market share mais elevado do mercado, sendo um exemplo nesse sentido.

Fibra | Quem são os clientes da EMC em Portugal?
IR | A EMC Portugal tem clientes em todos os segmentos de mercado, como, por exemplo, no mercado das telecomunicações, banca, administração pública e indústria. Tem ainda clientes na área da saúde, administração pública local e PME. A diversificação das soluções da EMC permite ter soluções que respondam aos requisitos das empresas e de acordo com a dimensão das mesmas.

Fibra | Que serviços oferece a empresa e o que procuram esses clientes?
IR | A EMC Portugal disponibiliza ao mercado soluções otimizadas para o armazenamento, proteção, virtualização e gestão da informação. Em Portugal, e a nível mundial, somos líderes em áreas como: sistemas de armazenamento, soluções de virtualização, proteção de dados (backup) e segurança. Como complemento para estas soluções, também disponibilizamos serviços, de implementação e consultoria. Esta oferta está bastante alinhada com o mercado e necessidades dos nossos clientes, seja na administração pública, telecomunicações, banca e seguros, retalho, indústria, considerando PME e grandes contas. Considerando estes últimos anos, o mercado nacional tem demonstrado uma especial preocupação e procura por soluções de consolidação de armazenamento, proteção de dados e virtualização. O cada vez maior interesse por soluções baseadas em Cloud Computing (cloud pública e privada) tem-nos garantido um elevado sucesso já que temos uma oferta única nesta área, com funcionalidades muito diferenciadoras. Seja diretamente através da EMC ou via a nossa subsidiária VMware.

Fibra | Se a informação é mesmo o ativo mais valioso de um negócio, que estratégias devem as empresas adotar com vista ao armazenamento e segurança dos dados?
IR | Sem dúvida que a informação é um dos ativos mais importante para qualquer organização. Nesse sentido, e considerando os desafios atuais, não basta armazenar e proteger os dados, além desse requisito fundamental, é igualmente importante tirar proveito desses mesmos dados. Ou seja, a capacidade de criar valor para o negócio a partir da informação existente é vital para que as organizações se tornem mais eficientes, produtivas e competitivas. O que hoje se designa por Big Data tem como princípio um conceito muito simples, mas nem sempre simples de implementar, o processamento e análise dos dados existentes permite a criação de conhecimento fundamental para o negócio. Mais informação sobre os produtos, sobre o mercado, sobre os clientes, sobre a concorrência são fatores que nos dias que correm podem ser o motor para o sucesso. Qualquer organização nacional, de qualquer dimensão, deverá considerar o Big Data como a prioridade no que diz respeito aos sistemas de informação. Prioridade que tem que ser coordenada com os restantes departamentos e todas as áreas do negócio. Sempre com o apoio de empresas com demonstrada experiência e um portefólio de soluções que permita a execução desta estratégia de forma realista e eficaz, tal como a EMC Portugal.

Fibra | Do ponto de vista da EMC, como se relacionam as empresas portuguesas com a informação?
IR | A grande maioria das empresas nacionais já considera a informação como um dos bens mais preciosos para a organização. Os investimentos que têm vindo a ser realizados pelas empresas demonstram que existe uma preocupação muito relevante que tem como objetivo a otimização dos sistemas de informação, para que dessa forma seja possível retirar cada vez mais proveito (valor) da informação. Por outras palavras, o que temos observado junto dos nossos clientes demonstra que os departamentos de informática já não são o "parente pobre" na organização. Cada vez mais esta disciplina desenvolve as suas atividades de forma proativa e em coordenação com os outros departamentos, fator essencial para que a informação seja utilizada pela organização de forma eficiente.

Fibra | A cloud é um caminho inevitável? Que mais valias oferece às empresas?
IR | Não sendo inevitável é certamente muito importante. O conjunto de benefícios que se podem obter através da adoção de soluções sustentadas na cloud pública ou privada podem ser também obtidos adotando uma arquitetura clássica, mas muito provavelmente com maior esforço e custos. O primeiro passo para a implementação de soluções baseadas na cloud é a virtualização. Só por si, este passo inicial garante inúmeros benefícios, nomeadamente, maior dinâmica, flexibilidade e redução de custos. O passo seguinte, a criação de uma cloud, não é mais do que a extensão do passo inicial, a virtualização de recursos. A etapa seguinte tem como objetivo principal otimizar a forma como os sistemas virtualizados criam real valor para a organização, e em particular para as TIC. Nesta fase falamos sobretudo da adição de automatismos, de mecanismos de self-service e a implementação de uma maior abstração entre as plataformas físicas e os serviços que se pretendem disponibilizar ao negócio. A este nível os benefícios podem ser muito relevantes para a organização já que permitem a redução de custos e uma maior eficiência na utilização dos recursos de TIC considerando a dinâmica da organização.

Fibra | A segurança da informação é um dos desafios mais atuais. Que atitude devem ter as empresas neste domínio? Estão suficientemente alertadas?
IR| As organizações nacionais estão mais do que suficientemente alertadas, seja por experiência própria ou pelo que se ouve diariamente na imprensa. Mas muitas vezes esta perceção não é suficiente, não chega para que as empresas adotem medidas realmente eficazes para proteger a informação. Com bastante frequência ainda vemos muitas organizações nacionais a seguirem uma estratégia reativa - "casa roubada...". Na nossa opinião, sem uma correta análise dos riscos que podem afetar a organização é muito difícil estabelecer uma política de segurança eficaz (e à medida das necessidade de cada organização). O segundo passo tem que incluir obrigatoriamente uma mudança de mentalidades, de reativa para pró-ativa. As soluções de segurança atuais, especialmente as da EMC, possibilitam a previsão e prevenção contra um leque abrangente de potenciais ataques, garantindo assim que a "... tranca na porta" está no lugar antes que a "casa seja roubada".

Fibra |Que outros desafios se colocam à gestão da informação?
IR | Na nossa opinião o principal desafio está associado à limitação dos orçamentos para TIC, em conjunto com o crescimento exponencial da informação, as tecnologias de virtualização e, finalmente, a potencial melhoria dos níveis de serviços prestados pelas TIC ao negócio. Estas condicionantes só podem ser ultrapassadas quando analisadas de forma integrada e sempre garantindo que as prioridades e objetivos da empresa são considerados. A possibilidade de trabalhar com empresas experientes e líderes, tal como a EMC Portugal, pode reduzir significativamente os riscos normalmente associados a estes projetos, e assim garantir que os investimentos realizados têm um retorno efetivo.

Fonte: Fibra

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