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Smartgeo com ambições globais

quarta, 26 junho 2013 21:03   Sandra Loureiro, ceo da Smartgeo

 Smartgeo com ambições globaisO mercado dos sistemas de informação geográfica (SIG) é onde a Smartgeo se sente como peixe na água. Criada quase há um ano, já tem presença em Angola e Moçambique, quer criar um "novo paradigma" no sector e quer ser vista como uma empresa global sediada em Portugal, disse à Fibra a ceo da empresa, Sandra Loureiro.

 

 

Fibra | Quais são as principais áreas de atividade da Smartgeo?
Sandra Loureiro | A principal área de atividade da Smartgeo reside no mercado dos Sistemas de Informação Geográfica. A empresa tem uma oferta integrada de serviços com recursos a mapas e análises geográficas que apontam para a área de desenvolvimento à medida como meio de aproximação às reais necessidades do negócio. Oferecemos aos nossos clientes soluções inovadoras a partir da de uma base, a que denominamos Smartgeo Framework, que é o ponto de partida de qualquer solução que criemos. O nosso objetivo é otimizar os processos, retirando o maior partido da informação disponível por forma a ter um impacto positivo na produtividade e competitividade dos nossos clientes. Este é o nosso core business.

Fibra | Porque é que decidiu lançar a empresa?
SL | A ideia de lançar a Smartgeo surgiu porque queremos criar um 'novo paradigma' no setor dos SIG. Arrancámos em novembro de 2012 com uma equipa multidisciplinar de 12 pessoas, desenhámos novos conceitos e paradigmas de desenvolvimento, revimos objetivos e desígnios das aplicações que desenvolvíamos e criámos novos modelos de abordagem ao negócio. Queremos ser o "new kid in town" e criar um novo "Ecossistema SIG", tornando a Smartgeo um player global.

Fibra | Quais as mais-valias da Smartgeo em relação à concorrência?
SL | Diferenciamo-nos acima de tudo pela nossa equipa multidisciplinar que, com ambição e paixão, está a criar um novo paradigma nas aplicações de Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Somos audazes na forma de pensamento e humildes na interação com os clientes, que são entendidos como parceiros. Queremos estar na linha da frente com as nossas soluções e oferecer novas experiências ao utilizador final. Estamos focados na usabilidade, no design e em plataformas móveis e opensource, o que nos leva a posicionarmo-nos como uma empresa global com aspiração de chegar a muitas geografias, quebrando com a imagem tradicional destes sistemas de engenharia.

Fibra | Quais os projetos que têm no âmbito da internacionalização?
SL | Numa primeira fase a internacionalização está a ser feita através de parceiros. Neste momento estamos presentes em Angola e Moçambique através de um acordo de exclusividade comercial com a Novabase Business Solutions válido para estes países. Esta parceria abrange todos os projetos de SIG.Por outro lado, através de projetos que estamos a desenvolver para a PT e que tiveram grande visibilidade junto da Administração, começámos a desenvolver outros protótipos para uma possível implementação no mercado brasileiro. Simultaneamente, estamos a avaliar a entrada noutros mercados emergentes, que consideramos que têm elevadas necessidades ao nível de cadastro e infraestrutura, bem como em mercados maduros, com carências específicas ao nível das telecomunicações, transportes e indústria.

Fibra | Considera que Portugal é um país "friendly" para impulsionar start-ups?
SL | Temos um forte posicionamento em Portugal onde já conquistámos grandes contas como a Portugal Telecom e os CTT. Todavia, é algo que depende do tipo de negócio, inerente à necessidade do próprio mercado. No caso da Smartgeo havia mercado em Portugal que justificava a criação de uma empresa a trabalhar na área de SIG. Por isso mesmo é que em apenas meio ano ultrapassámos o valor expectável de 700.000€ para o corrente ano, dada a grande recetividade do mercado.

Fibra | Como perspetiva o futuro da empresa a médio-prazo?
SL | Em primeiro lugar gostávamos muito de que a Smartgeo fosse vista como uma empresa global sedeada em Portugal, afirmando-se não só como mais uma empresa de SIG que atua em todos os setores de atividade mas enquanto empresa especializada nas áreas de utilities e telecomunicações. Num futuro próximo a ideia é poder criar produto e divulgá-lo por todo o mundo como é por exemplo o trabalho que estamos a desenvolver com a PT que tem tido muita visibilidade junto da administração.

Fonte: Fibra

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