Segundo o mesmo responsável, nos mercados fora da Europa é intenção da Glintt continuar a reforçar a sua presença em Angola e desenvolver a presença no Brasil, nomeadamente através de parcerias.
Quais as principais apostas da Glintt na área da internacionalização?
Sylvain Derivry - A lógica da internacionalização passa por identificar os mercados com maior potencial para receberem uma (ou várias) das ofertas de serviços ou de produtos da Glintt. A Glintt España, com sede em Madrid, desenvolve, para já, o mercado farmacêutico onde a empresa já tem serviços e produtos instalados em mais de dez mil farmácias. A transferência de know-how de Portugal para Espanha será fundamental para garantir o crescimento das nossas operações através do alargamento da oferta de produtos e serviços. A Polónia encontra-se entre as principais prioridades do nosso processo de internacionalização. Em poucos meses, criámos a Glintt Polska, recrutámos um primeiro gestor localmente e tornámos a nossa actividade operacional. Apesar de muito focada nos setores da Saúde e da Farmácia, pretendemos alargar rapidamente a nossa capacidade de intervenção em projetos na Banca ou nas Telecomunicações. A Bélgica será, em breve, a nossa próxima grande aposta. Um gestor da Glintt já se encontra em Bruxelas a preparar o terreno. As próximas apostas serão a França, a Suíça e a Alemanha.
Porque é que surge agora esta aposta na internacionalização?
SD: A aposta da Glintt na internalização não surge agora. Ao longo dos últimos anos, a Glintt tem demonstrado empenho em desenvolver as suas actividades internacionais, nomeadamente em Angola, através da sua filial Glintt Angola, ou em Espanha, no seguimento da aquisição de 2 empresas.
O reforço recente da sua aposta na internacionalização é tática e estratégica. Tática porque a recente contenção do seu mercado doméstico obriga a Glintt a procurar novas áreas de negócio ou novos mercados geográficos. Estratégica porque existe um potencial incrível de exportação do know-how da Glintt em vários setores de atividades, como é o caso da Farma ou da Saúde.
Esta estratégia implica a deslocalização de quadros portugueses ou haverá recrutamento a nível local?
SD: Atualmente, ambas as situações estão a ocorrer. Em função dos Business Models implementados nos países, optamos por recrutamentos locais (Polónia, Espanha) ou pela deslocalização de quadros portugueses (Angola, Bélgica).
Porque é que foi decidido controlar a 100% as participadas em vez de aquisição e/ou parcerias com empresas locais?
SD: É uma realidade que corresponde ao cenário que, até agora, melhor defendia os interesses da empresa e dos seus acionistas. Mas, de forma sistemática, a Glintt assegura-se de estudar sempre os vários cenários possíveis num processo de implementação num país: criação de filial, aquisição de empresas, join-venture e/ou parcerias.
Qual é o seu papel no desenvolvimento desta estratégia?
SD: A minha principal missão é promover as competências, soluções e produtos da Glintt na área internacional. Esta missão passa por identificar os alvos, as plataformas geográficas e definir a estratégia de abordagem aos diferentes mercados. Seria errado abordar o mercado francês ou belga da mesma forma. Existem, de facto, grandes diferenças na cultura empresarial dos países europeus. As direções de compras em França trabalham geralmente com listas reduzidas de fornecedores, enquanto na Bélgica existe uma grande abertura das direções de compras em conhecer novos fornecedores que possam trazer-lhes mais valias.
Sendo francês de nascimento, português de adoção, europeu de convicção, o meu objetivo é contribuir para uma abordagem eficaz ao mercado internacional através da Glintt.
Que planos é que a empresa tem para os mercados fora da Europa?
SD: Fora da Europa, é intenção da Glintt continuar a reforçar a sua presença em Angola e desenvolver a sua presença no Brasil, nomeadamente através de parcerias.
Fonte: Fibra




“Existe um potencial incrível de exportação do know-how da Glintt em vários sectores de actividade”, afirma Sylvain Derivry, director de desenvolvimento internacional do grupo. Em entrevista ao Fibra explica que uma das principais prioridades do processo de internacionalização é a Polónia.


