Em comparação com o período homólogo de 2009, as vendas destes equipamentos sofreram uma redução de 10,9%, ao contrário do que se sucedeu entre finais de 2007 e meados de 2009, onde se assistiu a um forte crescimento do mercado de computadores em Portugal graças à “forte subsidiação das compras através dos programas e.escolas e e.escolinhas" segundo explica Gabriel Coimbra, Research & Consulting Director da IDC. Segundo o mesmo responsável o mercado de PC assistiu depois a seis trimestres consecutivos de forte quebras, devido ao natural ajustamento do consumo e à situação económica instável”.
Devido aos programas referidos, Portugal registou uma das maiores taxas de crescimento do mercado na Europa Ocidental entre meados de 2008 e meados de 2009. Tal como avança Gabriel Coimbra, “a quebra da Inforlândia, bem como da HP e da Toshiba devem-se ao forte abrandamento do programa e.escolas e, no caso concreto da HP, também devido ao crescimento induzido pelo negócio no âmbito do Plano Tecnológico da Educação em 2009”.
Por seu turno, a empresa portuguesa JP Sá Couto registou um bom desempenho no período de análise, liderando o TOP 10 das vendas em Portugal, tudo devido ao Magalhães. As restantes marcas que, de certa forma, também vingaram no mercado foram a Dell, Apple e Acer. O crescimento da última “deve-se a uma política de preço muito agressiva em todos os formatos: netbooks, portáteis e desktop”, explica Gabriel Coimbra.
A IDC prevê que o mercado só volte a crescer durante 2011, sendo que a tendência do consumo cairá sobre os portáteis.
Fonte: Diário Económico




Em Portugal, o mercado dos computadores, ao contrário do que se sucedeu em Espanha e na Europa Ocidental, decresceu no terceiro trimestre do ano. Segundo dados da IDC, foram comercializados no mercado nacional 347.685 unidades, dos quais 83,3% são portáteis e os restantes desktops.


