Deste total, 80 por cento eram computadores portáteis (188 mil unidades), sendo apenas os restantes 20 por cento (45 mil unidades) referentes à categoria “desktop”. A quebra do mercado foi generalizada, independentemente dos formatos e dos segmentos. Deste modo, a área empresarial viu as vendas reduzirem-se em 19,4 por cento, enquanto que a de consumo absorveu menos 22,2 por cento PC’s.
“A continuada debilidade do consumo e do investimento público e privado é o principal motivo das quebras continuadas no mercado., situação que deverá continuar ao longo de 2011" refere Gabriel Coimbra, responsável de Research & Consulting em Portugal. "Estimamos que este mercado está igualmente a sentir o impacto da crescente adopção das media tablets, á semelhança do que acontece na Europa". Neste contexto, refira-se que o mercado EMEA de PC's teve uma quebra 9,6 por cento neste primeiro trimestre.
Segundo os rankings “IDC Top 10 Vendors”, no primeiro trimestre deste ano a Hewlett-Packard (HP) liderou o mercado global quer de portáteis, quer desktops, com uma quota de mercado de 19,9 por cento. Porém, notou-se uma redução das vendas de 21,3 por cento, face ao primeiro trimestre de 2010. Para a JP Sá Couto, no segundo lugar do ranking, as vendas cresceram 172,8 por cento no ano. A mesma empresa atingiu uma quota de 22,7 por cento no formato de portáteis, conseguida com um crescimento anual de 189,2 por cento neste segmento. Seguem-se a Toshiba (21,8 por cento do mercado), Acer, HP e ASUS. Estas três marcas sofreram quebras de vendas de, respectivamente, 48,5 por cento, 35,4 por cento e 62,4 por cento, face ao período homólogo.
No segmento dos desktops, a HP reteve a liderança, com uma quota de mercado de 47,4 por cento, seguida da Dell que surge em segundo lugar, impulsionada por um forte crescimento anual de 41,8 por cento neste segmento. Seguem-se a Apple, Acer e Fujitsi, com quotas entre o 5 e os 3 por cento e quebras anuais significativas nas vendas.
Fonte: Getglobal




O relatório “IDC EMEA PC Tracker”, do analista de mercado IDC, vem confirmar a quebra continuada do mercado de computadores pessoais (PC) em Portugal: no primeiro trimestre deste ano venderam-se 233,3 mil unidades, menos 21,3 por cento do que no período homólogo de 2010.


