A ANACOM recebeu 10 contributos na consulta pública sobre o regulamento do leilão das frequências que permitem a 4.ª geração móvel ou LTE (Long Term Evolution), devendo incluir os dos principais operadores como Portugal Telecom, Vodafone, Optimus e ONI.
Questionada pela agência Lusa, fonte da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) adiantou que dez entidades participaram no processo, mas escusou-se a avançar quais.
Lançada a 18 de Março, a consulta pública do regulamento do leilão para a atribuição de direito de utilização de frequências nas faixas dos 450, 800, 900 e 1800 megahertz (MHz) e 2,1 e 2,6 gigahertz (GHz) terminou esta madrugada.
Segundo a ANACOM as receitas arrecadadas com o leilão para a 4.ª geração móvel - que permitirá velocidades ultra-rápidas de internet (entre 100 a 150 megabits por segundo) nos dispositivos móveis, como os smartphones e os Tablet PC - podem chegar aos 450 milhões de euros caso sejam licitados todos os lotes.
Num momento em que a 4.ª geração móvel está a eclodir em todo o mundo, Portugal também quer estar na vanguarda, prevendo-se que as primeiras ofertas comerciais da chamada LTE possam chegar ao mercado ainda este ano.
A TMN, Vodafone, Optimus e ONI são unânimes quanto ao interesse no investimento, mas a operadora da Portugal Telecom foi até ao momento a única a adiantar ter condições para disponibilizar a tecnologia dois a três meses depois da atribuição das licenças.
O LTE permitirá a diversificação para novos mercados, como os media, a telesegurança, entretenimento e a telemedicina, permitindo uma maior largura de banda, maior qualidade e nitidez de imagem em tempo real e uma muito maior sofisticação dos serviços disponibilizados para o consumidor final.
Entre outros exemplos, possibilita fazer transmissões em directo de equipas de reportagem sem necessidade de um carro de exterior.
Menores custos e equipamentos bais baratos são algumas virtuosidades da nova tecnologia, que deverá mais que triplicar nos próximos dois anos, devendo valer mais de 6,6 mil milhões de euros em 2012.
Fonte: Lusa
|